sexta-feira, março 29, 2013

Projeto AD na Copa ganha canção oficial


Ministério Hebrom compõe canção tema do projeto evangelístico




Projeto AD na Copa ganha canção oficial
O Projeto AD na Copa dá mais um passo no desenvolvimento da estratégia proposta para a evangelização no Brasil durante a realização da Copa do Mundo de 2014, ocasião em que milhares de turistas afluirão ao solo brasileiro para participar da segunda maior competição esportiva internacional do mundo. 

O projeto é uma iniciativa da CGADB por meio da Comissão de Evangelização e Discipulado, presidida pelo pastor Raul Cavalcante, que o idealizou. O coordenador nacional do projeto é o pastor Arnaldo Senna, da AD no Belenzinho (SP).

O passo dado é em relação à composição da canção oficial do projeto, que será utilizada como instrumento de evangelização durante os dias do evento, com divulgação nas mídias. Ela será também executada em todas as concentrações evangelísticas realizadas durante a Copa. E para compor essa canção-tema, foi convidado o grupo de louvor Ministério Hebrom, da gravadora CPAD Music. A composição oficial do projeto será o "grito e louvor de guerra" na boca de todo o povo assembleiano. 

Amaury Bertoqui, líder do grupo, conta que ficou muito feliz ao ser convidado para participar dessa grande mobilização evangelística e que orou muito ao Senhor pedindo as palavras certas para atingir os corações através do louvor. "Nos preocupamos em escrever algo que não fosse focado no segmento evangélico, pois não poderíamos usar o ‘evangeliquês’, que nós crentes entendemos muito bem, mas as outras pessoas não conhecem. Então, oramos para Deus nos dar as palavras certas a fim de atingir o coração dos perdidos".

"O resultado não poderia ser melhor", garante pastor Senna, entusiasmado. Ele conta que a canção mescla elementos culturais dos 12 estados brasileiros que sediarão os jogos e usa vários termos do nosso hino nacional. 

Em breve a canção estará disponível no site do projeto para ser ouvida e disponível para download no endereço eletrônico www.adnacopa.com.br, que está sendo totalmente reformulado depois de seu lançamento em janeiro de 2013.

* Mais informações na edição 1535 (abril) do Jornal Mensageiro da Paz
 
Por Renata Santos

quinta-feira, março 28, 2013

Em quatros anos, ILP qualifica mais de 13 mil pessoas


Criado em 2009, o Instituto do Legislativo Potiguar (ILP) é mais uma vertente dos projetos que a Assembleia Legislativa do RN realiza, indo além do seu papel de legislar, com o intuito de manter suas portas sempre abertas, aproximar-se e atender aos anseios da população.
Credenciado pelo Conselho de Educação e dirigido pelo professor Misael Barreto, o ILP, apesar de jovem, ostenta números grandiosos: já formou a primeira turma de especialistas (Administração Legislativa) e tem duas em andamento (Gestão Pública). Ao final de 2013 serão 170 servidores pós graduados e 80 graduados. Quando somados ao universo de cursos abertos, são cerca de 13 mil pessoas qualificadas.
 
O projeto Assembleia na Copa, centrado nos cursos de Inglês para diversas categorias profissionais e de servidores do Estado, é um dos destaques do instituto, cujas atividades seu diretor explica em detalhes na entrevista abaixo.
 
Entrevista comn o diretor do Instituto do Legislativo, professor Mizael Barreto:
 
A EFICIÊNCIA É UM DOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. COMO O ILP, QUE FUNCIONA DESDE 2009, TEM CONTRIBUIÍDO PARA QUALIFICAR OS SERVIDORES DA ASSEMB LEGISLATIVA?
 
Quanto aos servidores, vejo duas vertentes: a primeira é a da satisfação pessoal, o que reflete na auto estima quando eles fazem qualquer investimento intelectual. E nós temos nesta área dois grandiosos caminhos: o primeiro é nos cursos de formação escolar, onde o servidor, aquele que tem só graduação, está tendo a oportunidade de uma pós graduação. E nós, instituto, somos credenciados pelo Conselho de Educação, para oferecer pós graduação latu sensu. A outra área são aqueles servidores que tem apenas a formação de nível médio e nós estamos oferecendo através da contratação de outra atividade, o curso de graduação em Gestão Pública. Além da satisfação pessoal e do incremento da auto estima, vamos ter como reflexo a prestação de serviço melhorada e com qualidade e o próprio servidor beneficiado na sua progressão no cargo de carreira.
 
E COM RELAÇÃO AOS OUTROS CURSOS FORA DA FORMAÇÃO ESCOLAR?
Temos outros cursos que são de atualização profissional, então nestes três anos e meio de funcionamento, com múltiplos cursos, se a gente somar os cursos de capacitação profissional, com os cursos oferecidos nestes projetos comunitários, nós já passamos de 300 cursos, incluindo Informática, Inglês, Português, Atualização ortográfica, Escrita legislativa e atualizações diversas. Já promovemos em Direito Administrativo para procuradores e Direito Previdenciário. O setor de arquitetura e engenharia da Assembleia teve o curso de Autocad. No setor de saúde já oferecemos biossegurança em Odontologia e Enfermagem, atualização em Redação Jornalística.
 
COMO O ILP PLANEJA A OFERTA DE CURSOS?
Estes cursos nascem de duas maneiras. Ou por solicitação do setor ou por indicação própria do ILP e o grande indicador da eficiência e eficácia dos nossos trabalhos é o aumento de solicitação pelos setores dos cursos de atualização. Essas atividades de extensão comunitária – temos extensão própria que são os eventos para a Casa – eventos e projetos para a comunidade.
 
A OUTRA VERTENTE DO ILP É A EXTENSÃO COMUNITÁRIA, ATRAVÉS DE PARCERIAS. QUAIS SÃO AS PARCERIAS PARA 2013?
Nós temos hoje três projetos permanente de extensão comunitária. Primeiro é a preparação para o Enen, que até ano passado era  pré vestibular. Nós recebemos alunos de escolas públicas. Trabalhamos com uma turma de 80 alunos e sempre que há evasão, a gente sempre tem alunos na reserva para completar os suplentes e inclusive tem nos dado satisfação pelo resultado desses alunos nos concursos vestibulares. Segundo, o Assembleia na Copa, ele tem como objetivo preparar pessoas da comunidade para a prestação de serviços. Então é a integração, é o caminho que o ILP pavimentou de integração da ALRN ao esforço da comunidade de Natal para realizar a Copa.
 
HÁ UMA DESCENTRALIZAÇÃO?  
Na zona leste nós temos a própria sede do ILP e a Casa do Bem, em Mãe Luiza. Na zona norte, temos a UERN, com aquele espaço cultural de Natal. Na zona sul, conacan e de ponta negra e na zona oeste duas escolas estaduais no bairro de Nazaré, soldado Luiz  e no nordeste, escola. Este foi o primeiro momento de parceria, num segundo momento fomos procurados pelo Hospital Walfredo Gurgel e montamos uma turma incluindo médicos, enfermeiros, enfim, pessoas do setor de atendimento de urgência, pouquíssimas pessoas que estão em contato com o turista que precisa dos serviços. Outro grande segmento é a academia da polícia, de formação. Nesta academia, é um ramo de uma parceria com a polícia, que é uma escola dotada de duas salas de aula e de um laboratório de informática. E o outro parceiro é o curso de inglês no seminário São Pedro, porque o turista, segundo a diocese, procura os serviços religiosos.
 
O PROJETO RECOMEÇAR TEM UMA FUNÇÃO SOCIAL MUITO IMPORTANTE. QUAL A AVALIAÇÃO DO ILP? 
É diferente porque em geral, quem trabalha com terceira idade, trabalha apenas a inserção social, é o convívio, é dança, é música, é viagem, é palestra. Algum curso de pintura, de arte. O nosso objetivo e foi iniciativa do deputado presidente Ricardo Motta é de despertar no idoso o interesse e ao mesmo tempo mostrar pra ele que ele tem condição de pensar no retorno ao mercado de trabalho. Para estes, nós estamos oferecendo minicursos como empreendedorismo na terceira idade; os direitos do idoso, enfim, cursos que eles pedem e que a gente vai sugerindo. Turismo na terceira idade – quer como turista, quer como assistente ao turista idoso, como fazer um receptivo.
 
NÚMEROS DO ILP
 
Especialistas:
Administração Legislativa – teve 50 concluintes
Gestão Pública: atualmente tem duas turmas em andamento – a primeira vai concluir em 2013.1 e a segunda em 2013.2, cada uma com 60 alunos
Temos 170 servidores que saíram do patamar de graduação para pós graduação
E no convênio com a Unp, através de licitação – temos 80 funcionários que tinham apenas nível médio, vão concluir em dezembro.
Aí serão 250 funcionários beneficiados com a formação escolar de nível superior.
E de 2009, que nós começamos no segundo semestre, até o final, teremos oferecido mais de 300 cursos, seminários, encontros que representam um universo de 13 mil pessoas.
 

Governadora decreta 2013 o Ano Paulo Freire da Educação do RN


Paulo Freire
Paulo Freire
A edição desta quinta-feira (28) do Diário Oficial do Estado traz o decreto da governadora Rosalba Ciarlini, instituindo 2013 como o Ano Paulo Freire da Educação do Rio Grande do Norte.
A medida marca o cinquentenário da aplicação da experiência de alfabetização de adultos, desenvolvida pelo grande educador brasileiro Paulo Freire, durante o governo de Aluísio Alves, na cidade de Angicos. Ao decretar a medida, a governadora considera a necessidade e a urgência de incrementar as políticas de alfabetização de jovens, adultos e idosos, de modo a universalizar o acesso à educação em todo o território potiguar.
Para marcar o Ano Paulo Freire da Educação fica constituída uma Comissão Executiva com a finalidade de cumprir algumas metas, entre elas, desenvolver uma agenda comemorativa em referência aos 50 anos, a ser coordenada pela Secretaria de Estado da Educação, em conjunto com parceiros institucionais e sociais, como a Prefeitura Municipal de Angicos, universidades do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco, UNDIME e Ministério da Educação.

Saiba como atuar como Conselheiro


Coleção Gestão Democrática nas Escolas


Coleção Gestão Democrática nas Escolas

Coleção Gestão Democrática nas Escolas
 
Aborda o enraizamento e ativação do conselho escolar e é dirigido aos públicos que tenham interesse em participar no desenvolvimento do conselho de seu estabelecimento escolar, tornando-o ainda mais atuante e dinâmico.
 
Traz um conjunto de reflexões, informações e sugestões para abordar o tema da gestão democrática para além dos muros da escola e propõe uma conversa com as famílias dos(as) estudantes. 
 
Destaca experiências de eleições de conselhos escolares em diferentes cidades brasileiras, trazendo elementos para contribuir com novos processos sem desconsiderar as especificidades de cada território, comunidade, escola e família contemplada.
 
Apresenta subsídios que enriquecem a discussão e o olhar sobre a escola e traz oficinas de problematização da realidade dos conselhos e oficinas que permitem aos conselheiros criar um plano de trabalho.
 
Explicita a teoria do conselho-rede, uma prática em que o conselho escolar e a própria escola estão articulados com outras organizações, equipamentos públicos e pessoas do entorno para resolver problemas que afetam a escola e melhorar a qualidade da educação.
 
Traz as melhores maneiras de elaborar um diagnóstico do conselho escolar e de seu campo de atuação para subsidiar os planos de ação, o monitoramento da efetividade do conselho (o que inclui a construção de indicadores), além de metodologias para realizar o diagnóstico.



Leia mais: http://www.agendapublica.org.br/products/cole%C3%A7%C3%A3o-gest%C3%A3o-democratica-nas-escolas/

Projeto Cidade Miniatura da Fundação Dario Pereira de Macedo

A fundação Dario Pereira e o Empresário e Vereador Bráulio Ribeiro dão inicio as obras do Projeto Cidade Miniatura, uma iniciativa que proporcionará as Escolas Municipais e Estaduais de Apodi e Região um ambiente educacional capaz de favorecer as aulas de campo sobre meio ambiente, transito, urbanismo, arquitetura, trilhas ecológicas e Cultura, alem de ser também um local de um potencial turístico, tendo como atração o Mirante que dará vistas á Barragem de Santa Cruz. Trata-se de um projeto histórico sócio-cultural, onde os alunos serão orientados a pesquisar e expor sobre a história do município de Apodi, busca mostrar os valores da nossa terra que fizeram e fazem parte da cultura do nosso município.

O Vereador e empresário Bráulio Ribeiro, mantenedor da Fundação Dario Pereira, esteve acompanhado de Leonardo Oliveira, Assessor, Marcilio Reginaldo, Coordenador da Fundação. Na oportunidade o Sr. Bráulio informou também que a Cidade Miniatura terá uma exposição permanente de trabalho em escultura de animais pré- históricos, da fauna e da flora local. Pinturas e molduras de gesso feito e a base de Concreto, trabalho que será realizado pelo artista plástico Jean Carlos e sua Equipe e terá a participação Projeto Criança Cristalina, assistido pela Fundação Dario Pereira. “Nesta Cidade Miniatura Tambem será construído um espaço para Convenções em geral, será um ambiente climatizado e equipado para dar suporte as interessados em realizar enventos”, comenta Braulio Ribeiro.

O Vereador e Fundação têm demonstrado seu interesse não só pelo empreendedorismo, como também pelo social, gerando empregos e incentivando a cultura através de suas empresas, e as que por ele são administradas. O projeto da fundação é uma resposta â sociedade apodiense, que tem recebido as empresas de bom grado, salientando que as empresas possuem selos reconhecidos para atuação e interesse ambiental.

“Este Projeto é mais um caminho que se abre para a Fundação poder demonstrar sua atuação no Município, neste Espaço da Cidade Miniatura precisamos de parceiros assim para tocar esse importante projeto, outros empresário que queiram participar, estamos abertos para realizarmos convênios através da Fundação, e quem ganha com isso é a nossa sociedade”, comentou Bráulio Ribeiro.
 

domingo, dezembro 30, 2012

Somos vistos pelo que fazemos, não pelo que parecemos

Vivemos num tempo em que a moda é parecer ao invés de ser. Os modismos estão por aí em todos os sítios. E navega-se um pouco à espera que surja uma nova moda para que entremos nela.
Se a moda vigente é dizer palavrão, então temos todos que dizer palavrão, é de bom tom, senão ainda nos vão considerar cotas, velhos e antiquados; mas se a moda é o snobismo, há que ser snobe e, como tal, temos que, custe o que custar, pertencer ao grupo dos tios e das tias, senão não entramos na roda dos mais in; mas se a moda é o espalhafato, porque não ser espalhafatoso? Temos é que acompanhar a moda, que diabo!
Vive-se num tempo em que o que importa é parecer. Parecer bem nas artes, na música (que também é uma arte), na discussão de todos os assuntos, na política, etc. E, sobretudo, parecer aquilo que não somos. Temos é que parecer qualquer coisa, de preferência parecer melhor do que o outro, pelo menos aos nossos próprios olhos. É o que faltava não sermos o melhor, que mais não seja na nossa imaginação! Ser melhor do que o outro é a preocupação dominante. No entanto, quase sempre nos esquecemos que há sempre alguém melhor do que nós, em algum aspecto da praxis humana. Ninguém é em termos absolutos. Há sempre qualquer coisa que nos falta. E é neste pormenor que reside a beleza e a complementaridade da vida. E porque não é um ser absoluto, o homem é naturalmente um ser relativo, porque limitado. Precisa, portanto, dos outros.
Aliás, ninguém pode viver, nem sequer sobreviver, sem o outro. O outro é o alimento do eu. Esclareça-se que não há eu sem que haja um tu. Esse tu é o outro, mas não um ele... Ele passa ao lado, não conta na nossa aritmética, porque está fora do nosso cálculo relacional.
A reflexão sobre o eu e o outro seria um exercício interessante para todos aqueles que se julgam senhores de uma tal presença que transborda da sua própria esfera. E é este egocentrismo que faz com que, incapazes de se olhar,gente caia no mimetismo negativo, quase sem dar por isso, uma vez que estão convencidos de que agem ética e esteticamente de modo irrepreensível. É assim a natureza humana!
O espírito de observação e reflexão deveria conduzir-nos a contrariar este modus vivendi. Porque não queremos ser tal como somos? Porque queremos ocupar o lugar do outro? Por mais voltas que demos, nós só somos vistos por aquilo que fazemos a apresentamos e não por aquilo que imaginamos que os outros vêem em nós. Não raro, a diferença entre o ser que somos e o ser que pensamos ser é abissal, sem que nos demos conta que assim é. Isto porque somos pouco dados à reflexão e, sobretudo, porque envaidecemos com o figurão que imaginamos fazer, sem nos apercebermos que estamos a ser ridicularizados às nossa próprias mãos.
Ninguém pode ocupar o lugar do outro. Cada um ocupa apenas o seu próprio espaço, o espaço que, na sua caminhada, cada um soube construir. É este espaço que é sua pertença. «O seu a seu dono», diz o povo.
Convencionalmente, todos somos iguais; naturalmente, todos somos diferentes. Há sempre qualquer coisa que nos diferencia e distingue do outro. Até, neste aspecto, precisamos do outro. E é esta diferença específica que dá encanto e caracteriza o ser humano. Decorre da presente reflexão que o que importa não é parecer, mas sim ser;ser como somos, com os nossos defeitos, com as nossas virtudes, com os nossos tiques, com a nossa personalidade. A grandeza de cada ser humano decorre dos seus defeitos e qualidades, da sua experiência e vivências, da sua existência enquanto ser caminhante (António Pinela, Reflexões, Outubro de 2002).

quinta-feira, março 08, 2012

O PISO SALARIAL DO MAGISTERIO

Nove estados ainda não pagam novo piso dos professores

Entre 2011 e 2012, o reajuste foi de 22% e o valor do piso passou de R$ 1.187 para R$ 1.451


Nove estados ainda não pagam novo piso dos professores
O Ministério da Educação (MEC) anunciou na última semana o valor do piso nacional do magistério para 2012: R$ 1.451. Mas apenas em 18 unidades da Federação os professores da rede estadual receberão na folha de pagamento de março valor igual ou superior ao definido pela lei (veja quadro abaixo). Levantamento feito pela Agência Brasil, com informações repassadas pelas secretarias estaduais de Educação, mostra que 12 estados já praticavam valores superiores ao estipulado para este ano e seis reajustaram a remuneração do seu quadro logo depois que o MEC anunciou o aumento.

A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determina um valor mínimo que deve ser pago aos professores da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. Pelas regras, o piso deve ser reajustado anualmente a partir de janeiro, tendo como critério o crescimento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Entre 2011 e 2012, o índice foi 22% e o valor passou de R$ 1.187 para R$ 1.451.

Governos estaduais e prefeituras alegam dificuldade para pagar o novo piso e 11 ainda não garantem a remuneração mínima. No Ceará, o estado pagava o valor do piso até 2011 mas, com o reajuste, aguarda a aprovação de um projeto de lei pela Assembleia Legislativa para aumentar a remuneração dos profissionais. Em Alagoas, o piso também era cumprido até o ano passado e segundo nota divulgada pela Secretaria de Educação, “o desejo do governo é continuar pagando”, mas antes será feito “um estudo do impacto financeiro da implantação”. A mesma situação se repete em Santa Catarina.

O Piauí também pagava o piso até 2011 e, segundo a secretaria, deverá começar a cumprir o novo valor a partir de maio. O governo do Amapá informou que está em negociação com o sindicato da categoria para definir como se dará o reajuste para atingir o piso.

O Rio Grande do Sul, a Bahia e o Tocantins não têm previsão de quando irão cumprir os R$ 1.451 determinados para 2012. A Secretaria de Educação do Paraná se negou a informar quanto recebem os profissionais de nível médio, alegando que a maioria do quadro tem nível superior. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP), os professores com nível médio e jornada de 40 horas – parâmetro estipulado pela Lei do Piso – têm vencimento inicial de R$ 1.233, portanto, abaixo do valor definido para 2012.

“O fato de nove estados ainda não pagarem o piso mostra que os gestores públicos ainda não entenderam a importância dessa lei para termos uma educação de qualidade no país. É a prova de que as leis no Brasil costumam ser esquecidas. Quatro anos depois da lei aprovada, o gestor dizer que agora vai fazer um estudo orçamentário para ver como pagar é um desrespeito aos trabalhadores e ao Estado brasileiro”, criticou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. A entidade planeja uma paralisação da categoria na próxima semana para cobrar o cumprimento da lei.

A situação mais crítica é a dos professores da rede estadual gaúcha que recebem piso de R$ 791 – o menor do país. De acordo com o governo do estado, o problema ocorre porque o vencimento básico dos professores ficou “achatado” ao longo dos anos. Para “inflar” o salário, a remuneração total é composta por extras, como gratificações a abonos. Mas a Lei do Piso determina que o valor mínimo se refere ao vencimento inicial e não pode incluir na conta esses adicionais. A Justiça do estado determinou que o governo pague conforme determina a regra.

A Lei do Piso prevê complementação da União caso o município ou estado comprove que não tem capacidade financeira para pagar o piso a seus professores. Para isso, precisa atender a critérios como, por exemplo, ter um plano de carreira para os docentes da rede e investir 25% da arrecadação de tributos em educação, como determina a Constituição. De acordo com o MEC, nenhum estado entrou com pedido de complementação após o reajuste do piso.


Fonte: Agência Brasil

O NOVOLIVRO DE FILSOFIA DO ENSINO MEDIO

FOLHEANDO O lIVRO DE FILOSOFIA DO ENSINO MÉDIO DE MARIA LUCIA / MARIA HELENA: FILOSOFANDO. INTRODUÇÃO À FILOSOFIA. APROVADO PELO MEC. MUITO BOM.


A FILOSOFIA E O SAPO

Aprendi muito. Principalmente, DUAS coisas:


1)
Conheça-te a ti mesmo. Aforisma inscrito na entrada do Templo de Apolo e tomada por Sócrates como norteador da vida.
2)
Mantenha o bom humor. Melanie Klein dizia: quando o paciente ri de si mesmo já está no caminho da cura.

Pois, então, vamos filosofar com humor, pois brincadeiras também nos fazem pensar. Por isso publico um spam recebido de UM outro filósofo.
Autor? Não sei.

Por que o sapo não lava o pé?

Olavo de Carvalho: O sapo não lava o pé. Não lava porque não quer. Elemora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer  e ainda culpa o sistema, quando a culpa é da PREGUIÇA. Este tipo de atitude é que infesta o Brasil e o Mundo, um tipo de atitude oriundo de uma complexa conspiração moscovita contra a livre-iniciativa e os valores humanos da educação e da higiene!
Marx: A lavagem do pé, enquanto atividade vital do anfíbio,
encontra-se profundamente alterada no panorama capitalista. O
sapo, obviamente um proletário, tendo que vender sua força de trabalho para um sistema de produção baseado na detenção da propriedade privada
pelas classes dominantes, gasta em atividade produtiva alienada o tempo que deveria ter para si próprio. Em conseqüência, a miséria domina os campos, e o
sapo não tem acesso à própria lagoa, que em tempos imemoriais fazia parte do sistema comum de produção.

Engels: isso mesmo.
Foucault: Em primeiro lugar, creio que deveríamos começar a análise do poder a partir de suas extremidades menos visíveis, a partir dos discursos médicos de saúde, por exemplo. Por que deveria o sapo lavar o pé? Se analisarmos os hábitos higiênicos e sanitários da Europa no século XII, veremos que os sapos possuíam uma menor preocupação e relação à higiene do pé - bem como de outras áreas do corpo. Somente com a preocupação burguesa em relação às disciplinas - domesticação docorpo do indivíduo, sem a qual o sistema capitalista  jamais seria possível - é que surge a preocupação com a lavagem do pé. Portanto, temos o discurso da lavagem do pé como sinal sintomático da sociedade disciplinar.

Weber: A conduta do sapo só poderá ser compreendida em termos de ação social racional orientada por valores. A crescente racionalização e o desencantamento do mundo provocaram, no pensamento ocidental, uma preocupação excessiva na orientação racional com relação a fins. Eis que, portanto, parece absurdo à maior parte das pessoas o sapo não lavar o pé. Entretanto, é fundamental que seja compreendido que, se o sapo não lava o pé, é porque tal atitude encontra-se perfeitamente coerente com seu sistema valorativo - a vida na lagoa.

Nietzsche: Um espírito astucioso e camuflado, um gosto anfíbio pela dissimulação - herança de povos mediterrâneos, certamente - uma incisividade de espírito ainda não encontrada nas mais ermas redondezas de quaisquer lagoas do mundo dito civilizado. Um animal que, livrando-se de qualquer metafísica, e que, aprimorando seu instinto de realidade, com a dolceza audaciosa já perdida pelo europeu moderno, nega o ato supremo, o ato cuja negação configura a mais nítida - e difícil - fronteira entre o Sapo e aquele que está por vir, o Além- do-Sapo: a lavagem do pé.

Filmer: Podemos ver que, desde a época de Adão, os sapos têm lavado os pés. Aliás, os seres, em geral, têm lavado os pés à beira da lagoa. Sendo o sapo um descendente do sapo ancestral, é legítimo, obrigatório e salutar que ele lave seus pés todos os dias à beira do lago ou lagoa. Caso contrário, estará incorrendo duplamente em pecado e infração.

Locke: Em primeiro lugar, faz-se mister refutar a tese de Filmer sobre a lavagem bíblica dos pés. Se fosse assim, eu próprio seria obrigado a lavar meus pés na lagoa, o que, sustento, não é o caso. Cada súdito contrata com o Soberano para proteger sua propriedade, e entendo
contido nesse ideal o conceito de liberdade. Se o sapo não quer lavar o pé, o Soberano não pode obrigá-lo, tampouco recriminá-lo pelo chulé. E ainda afirmo: caso o Soberano queira, incorrendo em erro, obrigá-lo, o sapo possuirá legítimo direito de resistência contra esta reconhecida injustiça e opressão.

Kant: O sapo age moralmente, pois, ao deixar de lavar seu pé, nada faz além de agir segundo sua lei moral universal apriorística, que prescreve atitudes consoantes com o que o sujeito cognoscente possa querer que se torne uma ação universal. Nota de Freud: Kant jamais lavou seus pés.

Freud: Um superego exacerbado pode ser a causa da falta de higiene do sapo. Quando analisava o caso de Dora, há vinte anos, pude perceber alguns dos traços deste problema. De fato, em meus numerosos estudos posteriores, pude constatar que a aversão pela limpeza, do mesmo modo que a obsessão por ela, podem constituir-se num desejo de autopunição. A causa disso encontra-se, sem dúvida, na construção do superego a partir das figuras perdidas dos pais, que antes representavam a fonte de todo conteúdo moral do girino.

Jung: O mito do sapo do deserto, presente no imaginário semita, vem a calhar para a compreensão do fenômeno. O inconsciente coletivo do sapo, em outras épocas desenvolvido, guardou em sua composição mais íntima a idéia da seca, da privação, da necessidade. Por isso, mesmo quando colocado frente a uma lagoa, em época de abundância, o sapo não
lava o pé.

Kierkegaard: O sapo lavando o pé ou não, o que importa é a existência.

Hegel: podemos observar na lavagem do pé a manifestação da Dialética. Observando a História, constatamos uma evolução gradativa da ignorância absoluta do sapo - em relação à higiene - para uma preocupação maior em relação a esta. Ao longo da evolução do Espírito da História, vemos os sapos se aproximando cada vez mais das lagoas, cada vez mais comprando esponjas e sabões. O que falta agora é, tão somente, lavar o pé, coisa que, quando concluída, representará o fim da História e o ápice do progresso.

Comte: O sapo deve lavar o pé, posto que a higiene é imprescindível. A lavagem do pé deve ser submetida a procedimentos científicos universal e atemporalmente válidos. Só assim poder-se-á obter um conhecimento verdadeiro a respeito.

Schopenhauer: O sapo cujo pé vejo lavar é nada mais que uma representação, um fenômeno, oriundo da ilusão fundamental que é o meu princípio de razão, parte componente do principio individuationis, a que a sabedoria vedanta chamou "véu de Maya". A Vontade, que o velho e grande filósofo de Königsberg chamou de Coisa-em si, e que Platão localizava no mundo das idéias, essa força cega que está por trás de qualquer fenômeno, jamais poderá ser capturada por nós, seres individuados, através do princípio da razão, conforme já demonstrado
por mim em uma série de trabalhos, entre os quais o que considero o maior livro de filosofia já escrito no passado, no presente e no futuro: "O mundo como vontade e representação".

Aristóteles: O [sapo] lava de acordo com sua natureza! Se imitasse, estaria fazendo arte . Como [a arte] é digna somente do homem, é forçoso reconhecer que o sapo lava segundo sua natureza de sapo, passando da potência ao ato. O sapo que não lava o pé é o ser que não consegue realizar [essa] transição da potência ao ato.

Platão:
Górgias: Por Zeus, Sócrates, os sapos não lavam os seus pés porque não gostam da água!
Sócrates: Pensemos um pouco, ó Górgias. Tu assumiste, quando há pouco dialogava com Filebo, que o sapo é um ser vivo, correto?
Górgias: Sou forçado a admitir que sim.
Sócrates: Pois bem, e se o sapo é um ser vivo, deve forçosamente fazer parte de uma categoria determinada de seres vivos, posto que estes dividem-se em categorias segundo seu modo de vida e sua forma corporal; os cavalos são diferentes das hidras e estas dos falcões, e assim por diante, correto?
Górgias: Sim, tu estás novamente correto.
Sócrates: A característica dos sapos é a de ser habitante da água e da terra, pois é isso que os antigos queriam dizer quando afirmaram que este animal era anfíbio, como, aliás, Homero e Hesíodo já nos atestam. Tu pensas que seria possível um sapo viver somente no deserto, tendo ele necessidade de duas vidas por natureza,ó Górgias?
Górgias: Jamais ouvi qualquer notícia a respeito.
Sócrates: Pois isto se dá porque os sapos vivem nas lagoas, nos lagos e nas poças, vistos que são animais, pertencem e uma categoria, e esta categoria é dada segundo a característica dos sapos serem anfíbios.
Górgias: É verdade.
Sócrates: precisando da lagoa, ó Górgias meu caro, tu achas que seria o sapo insano o suficiente para não gostar de água?
Górgias: não, não, não, mil vezes não, Ó Sócrates!
Sócrates: Então somos forçados a concluir que o sapo não lava o pé por outro motivo, que não a repulsa à água
Górgias: de acordo

Diógenes, o Cínico: Dane-se o sapo, eu só quero tomar meu sol.

Parmênides de Eléia: Como poderia o sapo lavar os pés, ó deuses, se o movimento não existe?

Heráclito de Éfeso: Quando o sapo lava o pé, nem ele nem o pé são mais os mesmos, pois ambos se modificam na lavagem, devido à impermanência das coisas.

Epicuro: O sapo deve alcançar o prazer, que é o Bem supremo, mas sem excessos. Que lave ou não o pé, decida-se de acordo com a circunstância. O vital é que mantenha a serenidade de espírito e fuja da dor.

Estóicos: O sapo deve lavar seu pé de acordo com as estações do ano. No inverno, mantenha-o sujo, que é de acordo com a natureza. No verão, lave-o delicadamente à beira das fontes, mas sem exageros. E que pare de comer tantas moscas, a comida só serve para o sustento do corpo.

Descartes: nada distingo na lavagem do pé senão figura, movimento e extensão. O sapo é nada mais que um autômato, um mecanismo. Deve lavar seus pés para promover a autoconservação, como um relógio precisa de corda. Diria, até: lavo o pé, logo sou.

Maquiavel: A lavagem do pé deve ser exigida sem rigor excessivo, o que poderia causar ódio ao Príncipe, mas com força tal que traga a este o respeito e o temor dos súditos. Luís da França, ao imperar na Itália, atraído pela ambição dos venezianos, mal agiu ao exigir que os sapos da Lombardia tivessem os pés cortados e os lagos tomados caso não aquiescessem à sua vontade. Como se vê, pagou integralmente o preço de tal crueldade, pois os sapos esquecem mais facilmente um pai assassinado que um pé cortado e uma lagoa confiscada.

Rousseau: Os sapos nascem livres, mas em toda parte coaxam agrilhoados; são presos, é certo, pela própria ganância dos seus semelhantes, que impedem uns aos outros de lavarem os pés à beira da lagoa. Somente com a alienação de cada qual de seu ramo ou touceira de capim, e mesmo de sua própria pessoa, poder-se-á firmar um contrato justo, no qual a liberdade do estado de natureza é substituída pela liberdade civil.

Horkheimer e Adorno: A cultura popular diferencia-se da cultura de massas, filha bastarda da indústria cultural. Para a primeira, a lavagem do pé é algo ritual e sazonal, inerente ao grupamento societário; para a segunda, a ação impetuosa da razão instrumental, em sua irracionalidade galopante, transforma em mercadoria e modismo a lavagem do pé, exterminando antigas tradições e obrigando os sapos a um procedimento diário de higienização.

Gramsci: O sapo, e além dele, todos os sapos, só poderão lavar seus pés a partir do momento em que, devido à ação dos intelectuais orgânicos, uma consciência coletiva principiar a se desenvolver gradativamente na classe batráquia. Consciência de sua importância e função social no modo de produção da vida. Com a guerra de posições - representada pela progressiva formação, através do aparato ideológico da sociedade civil, de consensos favoráveis- serão criadaspossibilidades para uma nova hegemonia, dessa vez sob  a direção das classes anteriormente subordinadas.

Bobbio: existem três tipos de teoria sobre o sapo não lavar o pé. O primeiro tipo aceita a não-lavagem do pé como natural, nada existindo a reprovar nesse ato. O segundo tipo acredita que ela seja moral ou axiologicamente errada. A terceira espécie limita-se a descrever o fenômeno, procurando uma certa neutralidade.

Cláudio Costa: o sapo não lava os pés. Ele não tem pés, tem patas.